
“Ergueu a taça. Não havia mais tempo pra nenhuma palavra. E com um movimento super-rápido, como se fosse um relâmpago, Sininho se meteu entre os lábios dele e o gole, bebendo tudo até o fundo.- Sininho, como ousa tomar o meu remédio?Mas ela não respondeu, já estava tonta, girando sem rumo pelo ar.- Que foi que aconteceu? - perguntou Peter, de repente com medo.- Estava envenenado, Peter - respondeu ela com suavidade. - E agora eu vou morrer.- Ah, Sininho, você bebeu para me salvar?- Foi.- Por que, Sininho?As asinhas dela já quase não tinham mais força para levá-la a lugar nenhum. Em resposta, ela pousou no ombro do menino e deu uma mordidinha carinhosa em seu queixo. Sussurrou no ouvido dele:- Seu bobinho…”
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